O viveiro do Projeto Reflorescer é um dos pilares das ações de recuperação ambiental desenvolvidas na região. É nele que a vida começa a ser cultivada com planejamento, técnica e cuidado. Até o momento, já foram 15 mil mudas semeadas, apenas de espécies nativas da Caatinga, que irão contribuir para a recomposição de áreas degradadas e para a promoção da biodiversidade local.

Além do impacto ambiental, o viveiro também cumpre um importante papel social. A produção das mudas complementa a renda das mulheres responsáveis pelos cuidados diários com o espaço, moradoras do Assentamento Alto da Felicidade. O trabalho no viveiro fortalece a autonomia financeira, gera oportunidades e contribui diretamente para o desenvolvimento da comunidade, criando um ciclo positivo de sustentabilidade ambiental e inclusão social.

Para Jaiane Peixoto, uma das quatro viveiristas que atuam no projeto, a transformação vai além da geração de renda. “Hoje temos uma outra fonte de renda, aprendemos uma nova profissão e nos sentimos valorizadas pelo trabalho que realizamos. Isso trouxe mais segurança para nossas famílias e mais esperança para o nosso futuro”, destaca.

Com resultados já consolidados, o Projeto Reflorescer avança agora para a ampliação e profissionalização do viveiro, investindo em estrutura, capacitação técnica e organização da produção. A iniciativa busca aumentar a capacidade produtiva, garantir ainda mais qualidade às mudas e fortalecer o viveiro como referência regional em produção sustentável, unindo preservação ambiental e transformação social.