O Projeto Reflorescer iniciou, no dia 23 de fevereiro, o plantio na área de reserva do Assentamento Santa Maria, marcando uma nova etapa de um dos principais eixos de atuação da iniciativa. Considerado o projeto “carro-chefe” das ações desenvolvidas no território, o reflorestamento da área de reserva reforça o compromisso com a recuperação ambiental e a preservação do bioma Caatinga. Até o momento, já foram plantadas 2.585 mudas na área, representando um avanço significativo no processo de recomposição vegetal.

Antes do início do plantio, uma série de etapas técnicas foi executada para garantir a efetividade da ação. A equipe realizou o mapeamento da área, o cercamento para proteção contra a entrada de animais, a limpeza e o preparo do solo, além da seleção criteriosa das espécies nativas mais adequadas às condições do território. Também foram feitas análises das características do solo e planejamento da disposição das mudas, respeitando o espaçamento ideal para o desenvolvimento saudável das plantas.

De acordo com o engenheiro agrônomo do projeto, Flávio Basílio, o sucesso do plantio começa muito antes de colocar a muda na terra. “O reflorestamento exige planejamento técnico. Precisamos avaliar o solo, escolher espécies adaptadas à Caatinga e preparar a área para que essas mudas tenham condições reais de sobreviver e se desenvolver. Não é apenas plantar, é garantir que a vegetação se estabeleça e cumpra sua função ecológica”, explicou.

A recuperação da área de reserva em Santa Maria tem papel estratégico para o fortalecimento ambiental da região. A Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, desempenha funções essenciais como a conservação da biodiversidade, a proteção do solo contra erosão e a regulação do microclima. Ao investir no reflorestamento com espécies nativas, o Projeto Reflorescer contribui diretamente para a recomposição da vegetação, a preservação dos recursos naturais e a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações.